sexta-feira, 13 de novembro de 2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A Embriaguez




"É preciso estar sempre embriagado. Eis aí tudo: é a única questão. Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo que rompe os vossos ombros e vos inclina para o chão, é preciso embriagar-vos sem trégua.
Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira. Mas embriagai-vos.
E se, alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre a grama verde de um precipício, na solidão morna do vosso quarto, vós acordardes, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que foge, a tudo que geme, a tudo que anda, a tudo que canta, a tudo que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio, responder-vos-ão: 'É hora de embriagar-vos! Para não serdes os escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos: embriagai-vos sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira'."

Charles Baudelaire

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Carta à um amigo AUEI.


Fortaleza, 11 de novembro de 2009.


Olá amigo, como vai? Eu continuo aqui, de boa, sem nenhuma novidade. Mas, ainda assim, eu tenho pensado muito sobre nossa ultima conversa. Só de pensar que tudo pode ser muito maior do que nós mesmos já me faz pensar que somos, mesmo assim, grandes e potentes e que, apesar disso, sempre há um lugar no alto para se olhar.
É meu amigo, nós somos homens e somos racionais até onde nos permitimos ser, porque há muitos muros que tapam nossa vista, muitas construções bizarras nessa cidade, que tira a beleza dos mais simples descampados entre uma casa e outra. Tudo nas nossas vidas tem mudado agressivamente! Ontem, de manhã, mataram um sujeito na rua do lado, eu ou o meu vizinho poderia não ter sentido a ausência desse homem se ele não fosse o padeiro. Mas acho que tudo está tão perdido e desacreditado que a maior falta que se sentiu, para muitos, foi do pão na mesa.
Não sei mais, estou pensando em ir embora, acho que eu não pertenço mais ao lugar de onde eu vim. Não acredito mais na honestidade nem na generosidade espontânea. Acho que a alegria da vida está longe das grandes cidades e das multidões ferozes que circulam nas ruas e que treinam o coração para ser frio e duro diante de alguém que passa fome ou tristeza. Eu tenho vivido muita coisa boa por aqui, tenho pessoas boas com quem eu posso contar, mas, ainda assim, tem certas coisas que me faltam e que eu sei que só posso buscar nas moradas mais humildes onde, ainda que seja numa pequena moldura simples, eu posso encontrar Deus.
É complicado, meu amigo, não sei desde quando eu comecei a pensar assim, e fico mais surpreendido ainda pela afinidade que tivemos na nossa linha de pensamento. O mais legal de tudo é que toda ordem que antes pra mim representava uma vida e suas veredas agora não significa absolutamente nada, chegando a ser, inclusive, inútil e incoerente. É dispensável toda a formação que eu tive até hoje, aquela coisa toda que tanto nos doutrinaram, nos responsabilizando e nos intimando a sermos o futuro de uma nação afundada no desrespeito e na maldade cotidiana. Não sei se estou certo dos novos rumos que estou tomando, mas é vendo que o ser humano é carne e, como toda carne do mundo, um dia apodrece e some sem deixar saudade que eu penso que devo me desapegar a esse jogo perigoso dos homens, onde só vence o ultimo que se mantém de pé.
Por isso estou decidido a ser diferente. Quero ser uma pessoa melhor que faz dos seus dias o motivo de alegria. Vou procurar o meu melhor para conseguir o melhor pra mim. Quero as melhores pessoas ao meu lado e quero ser reflexo da bondade e da amizade.
Tudo isso é estranho, sinto-me como se tivesse dormido em água e acordado em vinho. Sou um milagre no meio de tanta pedra e areia fina! E quero me apartar de todos os valores atrasados e equivocados que são diariamente plantados nas escolas, nas televisões e até mesmo entre quatro paredes, de forma criminosa, egoísta e irresponsável.
Meu caro amigo, hoje eu sou uma pessoa nova, e creio que você também seja, já que estamos sob o céu das mesmas idéias. Bem, só sinto dificuldade de identificar ao certo toda essa tomada de consciência que eu estou atravessando, mas creio que em algum lugar dessa cidade tem alguém que sabe muito bem o que é isso, pois eu sei que não estou só no mundo com essa revolução inquieta brotando da minha cabeça, pelo contrário, sei que deve haver grupos aos montes que buscam a liberdade, ainda que sejam por caminhos distantes e distantes por onde tem andado tanto...

Juramento AUEI!




Juramento




- Juro acreditar no AUEIísmo como a melhor forma para a libertação dos valores que não tem nada a ver.


- Juro fazer da loucura, do anti-academicismo e do não respeito as instituições estabelecidas uma consequência normal e caótico do Aueiísmo.


- Juro confiar na demência como resultado final dos valores que tem tudo a ver. E, acima de tudo, juro defender meus amigos AUEI's, pois sem eles não teriamos companheiros de bar, de aventuras e de conversas sem sentido.


- Juro utilizar-me, no exercício da profissão de vagabundo incorrigível, dos princípios anti-éticos e amorais sobre os quais se fundamentam o Movimento AUEI, valendo-me deles para assegurar que as pessoas leite com pêra consigam abrir a sua mente para um mundo sem caretisses.


- Juro, no exercício pleno das minhas funções AUEI's, combater os valores que não tem nada a ver e o leite com perismo, ajudando todas as pessoas com a sabedoria AUEI sem fazer distinção de classe social ou poder aquisitivo.


- Aueis de todo o mundo UNI-VOS!

- AUEI!

Falando da Vida


"...se a morte vier me encontrar, ela sabe que estou entre amigos, falando da vida e bebendo num bar..."
(Rodger Rogério)

AUEEEEEEEEEI!!!!


Foto: Camila Bandeira.

Mestres Auei - Parte 3.


Dando sequência a série "Mestres Auei", que traça o perfil dos AUEI's mais expressivos da UECE e de outros espaços, vou falar agora do mestre Germano, filho de Germando e habitante das terras longínquas do Quintino Cunha.
Germano, simplesmente conhecido por "Magão", chegou na UECE no dia 30 de junho de 2008 e logo fez morada nesse ambiente, sendo prontamente conhecido por "caseiro da UECE". Porém, ele ainda não tinha o espírito livre, caracteristicos dos AUEI's (muito embora já levasse uma vida boêmia desde os 15 anos). Com a passagem do 1º semestre para o 2º, a sua vida, sua ótica sobre o mundo e sua forma de análise sobre as pessoas sofreram profundas transformações, principalmente após seu primeiro contato com o mestre Luís Gomes (o velha-guarda AUEI), era, até então, um garotinho juvenil e não tinha maiores pretenções no curso senão ganhar uma bolsa de arqueologia, de onde pudesse tirar o dinheiro que pagasse suas canas e cervejas. Mas como o seu destino reservou muito mais, ele passou a desenvolver pensamentos revolucionários (mas "revolucionários" do bem) e que se identificou instantaneamente com os pensamentos AUEI's dos demais AUEI's que, até então, se encontravam presos aos modo "leite com pêra" de viver.
A partir daí, tudo mudou!
Magão passa a ter uma convivência mais direta com pessoas como Bruno, Preto e eu, convivência essa que garantiu a nota 9,0 na cadeira de Brasil II. Daí em diante Magão se dedicou intensamente aos objetivos AUEI's que visa simplesmente a busca pela liberdade humana e o desprendimento ao academicismo hipócrita e feroz. Com isso, Magão rompeu com "os valores que não tem nada a ver" (pincipalmente com a maldita musica erudita) e transgrediu todos os conceitos sociais de formação humana, tão propagados por essa sociedade equivocada e careta.
Hoje Magão é o maior responsável pelo desenvolvimento de idéias da linha AUEI (movimento expressivo sob todos os aspectos e muito atuante principalmente na UECE, que pode-se confundir com a geração Beat, de Kerouac), é ele o responsável pela boa maculação das cabeças ocas do ambiente universitário, é ele quem planta nessas cabeças os ensinamentos perpétuo do sábio AUEI Luis Gomes, fazendo brotar os frutos que nutrem a razão sonhadora AUEI.
Pelas melhoras que estão acontecendo lentamente na UECE, muito devemos agradecer ao Magão!

***

Somente pelo aueiísmo é que atingiremos a alegria de sermos humanos...e eu estou embriagado!!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Mestres Auei - Parte 2


Segunda parte da nova série "Mestre Auei", agora com o primeiro a disseminar o Aueismo como movimento: Ronald (mais conhecido como Rolald).

A História dos Auei’s (Rolald, George, Luiz Gomes, entre outros...) tem como âmago a UECE, apesar do ambiente ferozmente acadêmico, hipócrita e cheio de gente "babona" dos professores, Rolald soube modificá-lo à sua maneira, foi ele quem me tirou da sala a primeira vez e para lá quase nunca mais voltamos. Utilizando-se de uma frase sua: "O bom senso AUEI, que rege apenas uma regra, a que nos diz para sermos o nosso agrado, onde nos fazemos felizes por sermos e por agirmos da maneira que melhor nos convém" sigo dizendo que ele foi contra as convenções que todos foram quase que como zumbis seguir, do assistir aula sempre, fazer trabalhos perfeitos, provas impecáveis. Ao invés disso, Rolald provou a todos que não são essas convenções do mundo acadêmico que constroem o saber, mas sim a vivência fora de sala, a conversa com os amigos, a grana faltando, aquelas festas na Uece, enfim o ambiente não acadêmico que existe dentro do próprio ambiente acadêmico, mas que o ataca como um vírus, e nem por isso deixamos de ser estudiosos e lidos, nós Auei's zombamos dos professores caretas e sua "imagem solene", preferimos seguir na contramão desses professores, e uma das principais contribuições de Rolald foi esse desgarramento, profundo, mas não completo, do mundo acadêmico . Um cara que conseguiu uma ruma de seguidores do agora S3 do curso de história, seguidores esses que foram fortemente influenciados por suas idéias e delírios, um cara que manja de muita musica Auei e não tem frescura para cantar uma musica realmente boa por mais que os outros não achem. Um cara que leva realmente a sério o espírito Auei e que o pratica o tempo todo contaminando os outros com a sua alegria, simplicidade e loucura. Rolald e suas frases, "é porque tem hora que a gente tá legal e tem hora que a gente não tá legal". Enfim, um cara que percebe que não estamos nesse plano terreno só de passagem e vive a vida tal qual ela deve ser vivida, com muito fervor e com uma grande dose de Aueismo (fortíssima dose), uma vida com menos preocupações e fazendo pequenas coisas, essas pequenas coisas que nos faz realmente felizes.
Para Rolald a vida é coisa artística!
AUEI!!