Peço desculpas pela demora de publicar esta continuação, e também pelo longo período de afastamento de meus compromissos enquanto praticante da doutrina Auei. Na verdade o que aconteceu é que eu acabei esquecendo de postar o resto desse texto e só me lembrei agora. Enfim, deleitem-se.
O Movimento Auei: A Revolução na Práxis Acadêmica.
Por: Bruno Rodrigues Costa.
Parte III: Dos valores que tem tudo a ver
O que significam os valores que tem tudo a ver? Quais são as inovações no modo de fazer a vida universitária dentro do Auei-ismo? Já que o academicismo era tão criticado, o que o Movimento Auei propõe? O pensamento Auei, e sua nova maneira de pensar a sociedade a partir dos valores que tem tudo a ver, será revolucionário, pois irá defender uma sociedade que reconheça a sua consciência desajustada, suas próprias contradições. O projeto do Movimento Auei é de uma reinterpretação dos valores da modernidade, reconhecendo os “pinos redondos nos buracos quadrados”1 da civilização atual e como eles representam a verdadeira força motriz da história. Defende o fim de uma convivência autodestrutiva e a conscientização das pessoas de que, segundo Ronald Rodrigues, “nós somos seres indivíduo-coletivos e precisamos apenas reconhecer essa nossa natureza para podermos viver de maneira Auei.”2, devemos formar valores políticos, acadêmicos e culturais que contemplem tanto o indivíduo quanto a coletividade, uma articulação das micro com as macro-felicidades, de modo que todos possam viver bem, conviver livres e gritar Auei!
No âmbito da UECE, o Movimento Auei vai romper com a hipocrisia do academicismo e criar um novo paradigma de experimentação do curso através da doutrina da não-separação do binômio pensamento-comportamento. Os Auei-istas pretendem transformar o cotidiano da vida universitária sendo contrários ao esquema pedagógico unilateral de cima pra baixo vigente e mostrando à todos que a universidade é um espaço de experimentação e produção de saber diferenciado com possibilidades imensas!
Parte IV: Do Auei total ao Auei em migalhas.
O que se entende por Auei total, é a perspectiva de pensar o auei-ismo dentro do conjunto de práticas que remetem aos valores que tem tudo a ver, sem dissociá-las de um quadro mais abrangente de paradigmas auei-ísticos. Ou seja, o auei-ismo totalizante só se dá dentro de um entendimento de que não se pode aderir ao conjunto de idéias e práticas aueis somente nos momentos convenientes, e sim, deve-se permanecer atuando, seja produzindo intelectualmente ou em suas práticas cotidianas, seguindo uma linha de raciocínio de ruptura com os valores que não tem nada a ver, e mantendo uma coerência entre o seu discurso e o verdadeiramente cumprido. Não se enquadra na perspectiva totalizante do auei-ísmo aquele que se diz distante dos valores academicistas ultrapassados e de toda a podridão de hipocrisia que ronda os corredores universitários, e, na primeira ocasião, se curva diante dos doutores que vomitam a alcunha da mediocridade em cima dos alunos a todo momento, em troca de uma futura possibilidade de financiamento ou até de um falso prestígio acadêmico. Algo que é discutido por Germano “Magão” em sua conceituação de Prostituição Acadêmica. Para o auei-ísmo totalizante, é preciso ser íntegro em relação à manutenção de suas práticas aueis em seu cotidiano. Porém, é importante entender que vivemos em uma sociabilidade acadêmica que é bastante comprometida para os valores que tem tudo a ver, e que se baseia em disputas selvagens por prestígio acadêmico longe de serem meritocráticas, o que torna complicado a vida do praticante do auei-ísmo. É possível sobreviver dentro deste meio mantendo suas práticas de contestação, sendo que, para isso, é necessário bastante confiança e integridade, qualidades que vem se perdendo cada vez mais.
O que se percebe nos dias de hoje é uma verdadeira pulverização do espírito Auei no âmbito de sua propagação e manutenção cotidiana. A partir do momento em que são deixadas de lado convicções ideológicas sobre o academicismo para se encaixar nos moldes requeridos pelos mesmos doutores que lhe chamam de medíocre, o auei-ísmo vai se partindo e se esmigalhando. Daí a conceituação de Auei-ísmo em Migalhas, por não ter perspectiva totalizante e ser fragmentado no âmbito das práticas rotineiras. Este modo de conceber o auei-ísmo faz com que se torne aceitável perceber a hipocrisia academicista do dia-a-dia, através de uma releitura dos paradigmas da contemporaneidade pelo viés dos valores que tem tudo a ver, e atuar de maneira contestadora somente quando for conveniente, em práticas aueis dissociadas do ideário maior do auei-ísmo. Torna possível, também, uma apropriação, por parte de seus ditos seguidores, somente de aspectos da doutrina Auei que não entrem em confronto com a comodidade do academicismo. Algo que carece de ser refletido.
O que se entende então é que este rumo que toma o pensamento Auei, à uma cada vez maior fragmentação de sua doutrina, é perigoso, e deve ser analisado de maneira mais profunda para que se chegue a uma solução. Talvez um combate à uma tendência leite-com-perista ou até uma releitura do próprio Auei-ísmo.
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quinta-feira, 18 de março de 2010
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Noticias sobre o Magão.
22:35h, Terminal do Papicu. Tudo absolutamente normal. Lá estava eu, como todos os dias, esperando o Aldeota, ônibus que me leva pra casa. Porém, para minha surpresa, meu celular toca, quando eu atendo, para a minha surpresa novamente, é o meu amigo Magão.- Ei máh, é o Magão!
Para quem não sabe, o Magão saiu em romaria para Canindé a pé, romaria essa que reflete muito bem a natureza AUEI desse sujeito e sua conseqüente admiração pelo Beat Jack Kerouac, autor que muito o influencia.
-E aí cara, tudo bem? Como estão as coisas? Onde tu tá? Rapaz, que bom falar contigo...
Foi uma seqüência desconexa de perguntas que eu fiz, foi uma coisa alucinada, eu estava, de fato, muito feliz de ter noticia desse cara que conhecemos simplesmente por “Saco de Lixo”. Ele me disse que estava bem, que tava descansando da caminhada em algum lugar de Maranguape e que está curtindo muito a experiência. Esse Magão é mesmo um AUEI, eu pensei enquanto falava com ele. E disse para ele: cara, você ta vivendo uma experiência mais AUEI do que a minha nos próximos dias (me referindo aos seis dias que vou passar dentro de um ônibus, rumo a La Paz, na Bolívia). Ele me disse que vai chegar a Fortaleza a tempo, no domingo, para que na segunda ele me veja antes de minha viagem.
Depois ele me pediu o numero do celular da Elaine, disse que ia escrever alguma coisa e, após isso, encerramos a conversa.
Ao chegar em casa, recebo uma mensagem dele pelo celular, que dizia o seguinte:
“Somos valorosos aventureiros em busca das mais desafiadoras empreitadas e que não se amedrontam diante das dificuldades, e sim buscam superá-las, tornando assim tudo mais AUEI e trazendo mudanças a todos que nos rodeiam, porque cada passo que damos significa uma nova aventura! AUEI.”
(Risos) É galera, isso tinha que ser registrado nesse querido blog, porque coisas assim só mostra que estamos vivendo o aueiísmo com muito amor e compromisso nos nossos dias de juventude. O Magão está mostrando que ser AUEI, para nós, não se limita às teorias impressas no nosso cotidiano ueceano, mas rompe as barreiras da palavra e se expressa através de nossos atos e comportamentos, de forma que a estética AUEI se mostra claramente nessa aventura vivida pelo Magão.
Sendo assim, desejo ao meu amigo muita boa sorte, muita alegria e muita aueizagem nessa trilha por onde ele está caminhando. Porque agora ele me provou que é capaz de carregar um tronco de árvore por um, dois quilômetros, mantendo esse espírito iluminado de sempre e que é próprio dele, que é legal...que não é careta!
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Obs: Todos na UECE estão com muita saudade! Você está fazendo muita falta! Palavras da Rachel “Hannah Branca”.
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