O Movimento Auei: A Revolução na Práxis Acadêmica.
Por: Bruno Rodrigues Costa.
Introdução.
De uns tempos para cá, pode-se perceber uma certa inquietação dentro do curso de história da UECE por diversos motivos. Professores reclamando da falta de compromisso de alguns estudantes, pessoas ligadas ao Movimento Estudantil revoltadas pela crescente descrença da base na luta política, salas esvaziadas, barulho pelos corredores, detalhes que compõem um panorama maior que nos dá a impressão de um curso altamente decadente e sem perspectiva de algo melhor. Sendo que, por trás disso tudo, existe todo um movimento de produção cultural no espaço da universidade que rompe com o tradicionalismo academicista até então reinante e promove uma inovação dentro da práxis estudantil importantíssima para a sua sociabilidade e até, se pensarmos com ousadia, para o próprio funcionamento do curso! É o que chamamos de Movimento Auei.
Parte I: Das origens do Movimento.
O termo “Auei” foi apropriado pelos seus utilizadores de um personagem bastante popular entre os jovens do nosso país que assistiam seus quadros na internet. O protagonista do seriado humorístico muito famoso pelos seus passos de dança, seu cabelo louco e por suas diversas frases de efeitos cheias de duplo sentido. Ele, ao fazer suas peripécias caóticas, sempre gritava: “Away!”. Era um personagem incompreendido por suas atitudes diferentes e sua aparência de mendigo, mas isso não o impedia de atuar brilhantemente. Seus gritos, na verdade, representavam um desapego aos valores contraditórios da civilização contemporânea individualista e hedionda, que, nos ouvidos da juventude, causavam frenesi. Diversos vídeos desse personagem irão circular entre os alunos do curso de história da UECE, principalmente a partir da turma de 2008.1, e terão bastante influência na formação de um espírito de contestação e de uma nova sociabilidade universitária.
O termo “Auei” é, na verdade, uma adaptação do mote do já citado personagem que advém da palavra inglesa “away”, ou seja, é um estrangeirismo. “Away”, no sentido denotativo, significa “Longe”, “Distante”, “Afastado”, e é a sua utilização por parte dos estudantes do curso de história que irá representar uma nova forma de pensar, agir e enxergar a UECE e o mundo. Essa ideologia vai nascer a partir de, além da influência direta das mensagens passadas pelo personagem caótico, uma necessidade de reinterpretação dos valores da sociedade, como, para exemplificar no âmbito da UECE, as práticas academicistas e a hipocrisia reinante na vida universitária, o que acaba por fazer com que os jovens percebam que a forma de sociabilidade do mundo em que vivem é destrutiva e precisa mudar. Essa nova percepção causa na juventude a necessidade de se sentirem longes de toda a podridão moral que caracteriza essa coletividade perversa. Dessa necessidade de estar longe, distante, afastado desses valores, vai nascer o termo “Auei”.
Na UECE, o paradigma do Auei-ismo surgirá, de forma embrionária, a partir da turma de 2008.1, mas, somente vai se consolidar no segundo semestre da mesma por diversos motivos. O Auei-ismo nasce no sentido de romper com o comportamento academicista tradicionalista que estava em vigor na universidade instaurando um novo entendimento das relações acadêmicas, sociais e políticas no curso, e vai fazer isso de maneiras diferentes com o passar do tempo. Por isso, ao historicizar este movimento, podemos perceber seus momentos distintos e suas especificidades. Desde a sua geração fundadora, com Germano “Magão” e “Rôlald” Rodrigues, até o chamado “Auei-ísmo em migalhas”, sem contar nas diversas polêmicas levantadas por “Auei-ólogos”.
Parte II: Do regime academicista e seus críticos.
Desde as turmas de 2007 na UECE, a tendência academicista era muito forte. Os professores pregavam que os estudantes deveriam se voltar para a sala de aula do mesmo jeito que os padres se voltam à cruz, e os alunos, condicionados desde o primeiro semestre à um esquema pedagógico deturpado, se viam na necessidade de se integrar neste academicismo fajuto para serem bem-vistos pelos professores. Alguns, já nesse período, agiam de forma bem contrária à essa tendência. Estes, não se integravam nesse esquema por perceber a situação como problemática, ou por puro desinteresse mesmo. É importante, também, refletir sobre o projeto de academia que os professores estavam tentando construir com essa forma de conduzir o curso, porque, na verdade, não se dava da maneira que eles próprios imaginavam. Mesmo com todo o discurso moralista e academicista pregado, na prática a atitude dos professores era bem diferente, pois muitos dos que mais acusavam os estudantes de se comportarem de maneira descompromissada eram os que, de repente, tinham que viajar e passar semanas sem dar aula, ou algo parecido. A hipocrisia tem seus limites, e é isso que os estudantes perceberam.
Com a turma de 2008.1 e a imensa influência de “professores” como Luiz Gomes, até hoje considerado mestre por muitos, se formula, por Germano “Magão” e “Rôlald” Rodrigues, considerados os “ pais” do Auei-ismo na UECE, o que se pode chamar de um espírito Auei, de rompimento com a tradição academicista e de promoção dos “valores que tem tudo a ver”. Vale ressaltar, neste momento, a polêmica que existe entre pesquisadores dessa temática sobre o Auei-ismo existir enquanto “espírito” ou enquanto paradigma, e se podemos falar em uma Escola do Auei ou em um Movimento Auei. Mas deixando essa discussão de lado e voltando para a análise histórica da formação do Auei-ismo, devemos ressaltar também que estes diversos pensamentos e práticas compilados em uma doutrina pelos dois estudantes terão bastante influência das idéias de seus colegas da turma, ainda no primeiro semestre, como George Herbert, profeta do Auei-ismo, e Daniel Reis, o “leite-com-pêra”. Estes serão importantes na formação da chamada Primeira Geração. A nova práxis universitária proposta vai exercer grande influência dentro do curso no que diz respeito ao comportamento e até na própria produção dos estudantes.
Continua em breve com:
PARTE III: Dos valores que tem tudo a ver.
PARTE IV: Do Auei Total ao Auei em Migalhas.
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Breves notícias de nosso aventureiro AUEI na Bolívia!

Venho a pedido de nosso grande mentor e amigo, Rolald, escrever algumas linhas sobre como foi a sua viagem até agora e as suas impressões dos lugares por onde passou. Falei com ele a pouco na internet e a primeira coisa que ele me disse foi: "cara...o teclardo é estranho...nao sei mexer". Isso mostra bem as diferenças culturais existentes ahaehae.
Bom, ele cruzou a fronteira da Argentina-Bolívia hoj de manhã, mas ainda chegou em La Paz. Ele disse também que é tudo muito estranho, mas que até agora a viagem foi bem tranquila até agora. Em relação a paisagem o nosso mentor AUEI não deixa passar despercebido as peculiaridades, com o seu olhar clínico ele descreve o que viu até agora: "cara...é complicado....a gente tem passado nas fronteiras e é uma putaria em cada passagem...a argentina (nos lugares que a gente passou) parece caucaia e é mais quente que o Piaui". Ele também me descreveu como estão sendo as paradas nos postos de gasolina: "a gente tem aueizado nas paradas....tomado banho e cagado nos postos de gasolina...alguns parecem o Iguatemi".
Não consegui falar mais com o nosso aventureiro, porque já estava acabando o seu tempo na lan house boliviana. No mais, ele está bem e auei! Aproveite a viagem companheiro, estamos todos do saudade de você! Volte logo, auei e fim de papo!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Para AUEI ouvir!

É impressionante o poder e a energia que a musica possui sobre as pessoas! Pensar a musica como uma expressão universalizante das culturas e das performances artísticas é pensar na unidade que os povos deveriam representar no mundo.
Foi fuçando no youtube que vi a beleza das canções da Joan Baez, cantora norte americana de folk que fez muito sucesso ao lado de Bob Dylan, com quem namorou por um certo tempo.
Deixando esses detalhes de lado, recomendo essa canção (It Ain't Me, Babe ) ao público AUEI desse distinto blog, porque é na beleza da canção e do poder de cantar que encontramos o amor pelas coisas. Mesmo através da universalização, já dita, que a musica propõe em sua natureza, reconheço minha pouca afinidade com canções estrangeiras, talvez pela minha ignorância sobre as línguas alheias. Mas, mesmo assim, vejo na musica, seja qual for ela, o poder de tocar e transformar a todos, independente de raça, religião ou opinião. E essa musica, em particular, me fez um pouco mais feliz após ouvi-la.
Nesse vídeo, Joan Baez e a simplicidade de sua musica, que consiste somente em voz e violão, me lembra muito a chilena Violeta Parra, cantora, poetisa e artista plástica que sucumbiu a um fortíssimo amor, levando-a ao suicídio. E, de certo modo, tal relação é existente, porque em sua carreira, Joan Baez gravou canções latinas, inclusive da própria Violeta Parra (a belíssima “Gracias a la Vida”), além da tradicional canção brasileira “Mulher Rendeira”, de Zé do Norte, que está intitulada como “O Cangaceiro” no disco “Joan Baez volume 5” de 1965 (onde você também pode encontrar a musica “It ain’t me babe”).
Foi fuçando no youtube que vi a beleza das canções da Joan Baez, cantora norte americana de folk que fez muito sucesso ao lado de Bob Dylan, com quem namorou por um certo tempo.

Deixando esses detalhes de lado, recomendo essa canção (It Ain't Me, Babe ) ao público AUEI desse distinto blog, porque é na beleza da canção e do poder de cantar que encontramos o amor pelas coisas. Mesmo através da universalização, já dita, que a musica propõe em sua natureza, reconheço minha pouca afinidade com canções estrangeiras, talvez pela minha ignorância sobre as línguas alheias. Mas, mesmo assim, vejo na musica, seja qual for ela, o poder de tocar e transformar a todos, independente de raça, religião ou opinião. E essa musica, em particular, me fez um pouco mais feliz após ouvi-la.

Nesse vídeo, Joan Baez e a simplicidade de sua musica, que consiste somente em voz e violão, me lembra muito a chilena Violeta Parra, cantora, poetisa e artista plástica que sucumbiu a um fortíssimo amor, levando-a ao suicídio. E, de certo modo, tal relação é existente, porque em sua carreira, Joan Baez gravou canções latinas, inclusive da própria Violeta Parra (a belíssima “Gracias a la Vida”), além da tradicional canção brasileira “Mulher Rendeira”, de Zé do Norte, que está intitulada como “O Cangaceiro” no disco “Joan Baez volume 5” de 1965 (onde você também pode encontrar a musica “It ain’t me babe”).
Espero que gostem!
Um forte abraço e aguardem mais dicas de canções para AUEI ouvir.
Joan Baez - It Ain't Me, Babe (Live 1965)
Obs: Link do disco "Joan Baez Volume 5 - 1965.
sábado, 26 de setembro de 2009
AUEIÍSMO E LEITECOMPERISMO: Até onde esses meios de vida convergem e divergem?

Fazendo uma definição clara do “aueiísmo” dentro do espaço social em que vivemos, entendemos que esse pensamento, essa estética e esse meio próprio de vida se fazem sob o significado de uma total liberdade de expressar-se e mostrar-se solto. Estamos cientes desde sempre que o “aueiísmo” é uma representação clara dos desprendimentos a esses valores caretas, há muito superados, porém, mantidos inexplicavelmente por essa sociedade cansada e seus velhos signos de moral e organização.
No outro extremo, entendemos na representação “leitecomperista” figurada nas pessoas reservadas de certos valores, não precisamente aqueles valores que não tem nada a ver, mas simplesmente valores reprimidos por um longo processo de evolução do pensamento conservador, instalado, principalmente, no seio da família, de onde tiramos a nossa quase total formação educacional e social. O “leitecomperismo”, dessa forma, se expressa através dos sentimentos “aueiístas” reprimidos e até mesmo policiados pela organização moral e social existente desde sempre, de forma que, de uma forma bem sintética, podemos dizer que o sujeito LEITE COM PÊRA nada mais é do que um AUEI preso ao tradicionalismo socialmente construído.
Nesse sentido, é necessário entender que o homem tem, por tendência natural, o espírito AUEI, porém, pela construção viciada de nossa civilização, onde se tem tentado controlar o caos, numa tentativa sem maiores sucessos, o “aueiísmo” passou a assumir um caráter inválido no espaço em que vivemos, sejam esses espaços acadêmico, religioso ou outros onde o homem se dotou de uma “fachada” para esconder suas tendências a liberdade desenfreada, signo máximo do “aueiísmo”.
O “aueiísmo” representa, dentro de nossa realidade, a livre elevação de espírito, de elevação das mentes e das idéias, antes presas ao peso do sufoco “leitecomperista”, que não permitia ao individuo maiores performances AUEI’s, nem tão pouco a elaboração de uma postura intelecto-auei. O sujeito AUEI é aquela pessoa que, por força maior de sua natureza AUEI, conseguiu se desvencilhar e romper com as cercas “leitecomperistas”. Porém, ainda assim, o sujeito como AUEI, ainda mantém certos resquícios “leitecomperistas”, uma vez que podemos entender no “leitecomperismo” uma condição de relação social necessária no mundo careta, não sendo, por isso, uma condição totalmente antitética ao “aueiísmo”.
Assim, fica claro que o “leitecomperismo” e o “aueiísmo” existem numa relação de complemento, onde o “leitecomperismo” é um controle, um medidor de segurança do “aueiísmo”, para que, dessa forma, não se permita excessos já tão permitidos no “aueiísmo”. É, por isso, o “aueiísmo” e o “leitecomperismo” duas representações que ora mostram-se contrárias, ora mostram-se favoráveis, numa relação tensa onde não se definem limites e nem se medem coerências.
No outro extremo, entendemos na representação “leitecomperista” figurada nas pessoas reservadas de certos valores, não precisamente aqueles valores que não tem nada a ver, mas simplesmente valores reprimidos por um longo processo de evolução do pensamento conservador, instalado, principalmente, no seio da família, de onde tiramos a nossa quase total formação educacional e social. O “leitecomperismo”, dessa forma, se expressa através dos sentimentos “aueiístas” reprimidos e até mesmo policiados pela organização moral e social existente desde sempre, de forma que, de uma forma bem sintética, podemos dizer que o sujeito LEITE COM PÊRA nada mais é do que um AUEI preso ao tradicionalismo socialmente construído.
Nesse sentido, é necessário entender que o homem tem, por tendência natural, o espírito AUEI, porém, pela construção viciada de nossa civilização, onde se tem tentado controlar o caos, numa tentativa sem maiores sucessos, o “aueiísmo” passou a assumir um caráter inválido no espaço em que vivemos, sejam esses espaços acadêmico, religioso ou outros onde o homem se dotou de uma “fachada” para esconder suas tendências a liberdade desenfreada, signo máximo do “aueiísmo”.
O “aueiísmo” representa, dentro de nossa realidade, a livre elevação de espírito, de elevação das mentes e das idéias, antes presas ao peso do sufoco “leitecomperista”, que não permitia ao individuo maiores performances AUEI’s, nem tão pouco a elaboração de uma postura intelecto-auei. O sujeito AUEI é aquela pessoa que, por força maior de sua natureza AUEI, conseguiu se desvencilhar e romper com as cercas “leitecomperistas”. Porém, ainda assim, o sujeito como AUEI, ainda mantém certos resquícios “leitecomperistas”, uma vez que podemos entender no “leitecomperismo” uma condição de relação social necessária no mundo careta, não sendo, por isso, uma condição totalmente antitética ao “aueiísmo”.
Assim, fica claro que o “leitecomperismo” e o “aueiísmo” existem numa relação de complemento, onde o “leitecomperismo” é um controle, um medidor de segurança do “aueiísmo”, para que, dessa forma, não se permita excessos já tão permitidos no “aueiísmo”. É, por isso, o “aueiísmo” e o “leitecomperismo” duas representações que ora mostram-se contrárias, ora mostram-se favoráveis, numa relação tensa onde não se definem limites e nem se medem coerências.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Pontos de destaque AUEI.

Corações AUEI’s, que voam dotados da liberdade particular da natureza de nossa proposta! Ser AUEI para suportar a vida, mas não falo da vida em sua essência ideal, que nos faz vivos pelo milagre e que prova, com isso, o belo projeto em andamento que somos, mas o que ela se tornou, a maneira que a macularam e a forma criminosa que uns a tem considerado, fazendo das relações cotidianas uma regra medida e pesada, onde os seres (todos os seres, desde que se permitam prender-se) estão subjugados a essas regras.
O bom senso AUEI, que rege apenas uma regra, a que nos diz para sermos o nosso agrado, onde nos fazemos felizes por sermos e por agirmos da maneira que melhor nos convém. Onde buscamos a paz no sossego suspeito das árvores que nos cercam e que nos tem simpatia.
O espírito AUEI, que flui espontaneamente de nossos corpos e que reflete a engenharia impecável de Deus, fazendo-nos pensar ao menos uma vez que há algo muito maior do que tudo isso que conhecemos.
A alegria AUEI, marcada pelo vicio e pelo descontrole em ser feliz, encarando os desafios com a leveza risonha, impressa nas margens claras do espírito e do gosto da carne. A alegria que prova, em dias tão difíceis, que ser AUEI é uma necessidade de transformação do cotidiano.
Pensar como pensa um AUEI, trazendo para dentro da cabeça o resultado do que, há pouco tempo atrás, havia saído da mesma cabeça, do mesmo lugar, numa mesma produção. Pensar como pensa um AUEI, desprendido de valores que não tem nada a ver, que são, comprovadamente, caretas, valores eternamente submersos na lama de barro, lodo e água de privada. Pensar como pensa um AUEI, novamente, e pensar pela segunda vez o que um AUEI próximo a ti pensaria, compreendendo a realidade AUEI do teu próximo, e permitir ser analisado e construído pelos demais AUEI’s.
Assim, ser AUEI não requer nenhuma regra, requer apenas a aceitação da nossa natureza individual-coletiva, entendendo, a partir daí, que o ser humano nasce AUEI, a sociedade apenas o complementa.
O bom senso AUEI, que rege apenas uma regra, a que nos diz para sermos o nosso agrado, onde nos fazemos felizes por sermos e por agirmos da maneira que melhor nos convém. Onde buscamos a paz no sossego suspeito das árvores que nos cercam e que nos tem simpatia.
O espírito AUEI, que flui espontaneamente de nossos corpos e que reflete a engenharia impecável de Deus, fazendo-nos pensar ao menos uma vez que há algo muito maior do que tudo isso que conhecemos.
A alegria AUEI, marcada pelo vicio e pelo descontrole em ser feliz, encarando os desafios com a leveza risonha, impressa nas margens claras do espírito e do gosto da carne. A alegria que prova, em dias tão difíceis, que ser AUEI é uma necessidade de transformação do cotidiano.
Pensar como pensa um AUEI, trazendo para dentro da cabeça o resultado do que, há pouco tempo atrás, havia saído da mesma cabeça, do mesmo lugar, numa mesma produção. Pensar como pensa um AUEI, desprendido de valores que não tem nada a ver, que são, comprovadamente, caretas, valores eternamente submersos na lama de barro, lodo e água de privada. Pensar como pensa um AUEI, novamente, e pensar pela segunda vez o que um AUEI próximo a ti pensaria, compreendendo a realidade AUEI do teu próximo, e permitir ser analisado e construído pelos demais AUEI’s.
Assim, ser AUEI não requer nenhuma regra, requer apenas a aceitação da nossa natureza individual-coletiva, entendendo, a partir daí, que o ser humano nasce AUEI, a sociedade apenas o complementa.
domingo, 20 de setembro de 2009
Como me tornei AUEI.
É mais simples do que parece ser. E assim eu percebi, durante aquela manhã em que eu, acordado, ainda via estrelas no céu, estrelas da noite que insistiam em existir, permanecendo forte e humilde sob o sol de nossos dias. E era assim, dessa maneira, a insistência de surgir, e surgia por entre a terra frouxa no pé da calçada de nossa casa como surgia o amor no sorriso simples da primeira menina. E, absolutamente convencido de que eu não esperava por nada que não viesse da minha vontade, pensei duas vezes sobre aquela árvore, onde, suspenso pelos sonhos ousados, eu brincava como brincava antes correndo pelos quartos e salas. Era assim, novamente preso apenas pelo espaço vago dos olhos de nossa alegria, aberto e cortado pelo vento agreste que varria nossa vizinhança, que eu vivia minha vida. Tudo isso passou e, quando a poeira do cotidiano baixou, eu me vi só, tão só e tão pensativo como nunca fui, traçando maneiras de me explicar e de expicar tudo aquilo que minhas mãos materializam, de pensar o pensamento pensado por mim mesmo e que não me tem uma origem tão clara como deveria parecer ter. Era essa poeira cotidiana o perigo que me sufocava e que tirava meu fôlego de menino, deixando-me tão sujo quanto os dias de briga entre nossos irmãos, desesperados para viver sem sequer se importar com o que teriam que fazer para isso. E foi assim, marcado por um pouco de dor e lavado com toda felicidade do mundo, que eu me tornei AUEI...
***
Mermão, foda-se ó...Ser AUEI é falar o que pensa e como pensa, é curtir o barato e não ser careta, é mais do que tudo isso, é estar legaaaaaal. O cara AUEI é aquele cara que sabe fazer uma coisa, duas coisas no máximo, mas que sabe fazer bem, é aquele cara que carrega um tronco de árvore por 1km, 2km...Ser AUEI é, em sintese, o anti fruto gerado pelos nossos dias de hoje.
E fim de papo...
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